Sunday, August 31, 2008

O País da Liberdade de Expressão... de Asneiras

Eu sou um fervoroso adepto da liberdade. Aliás, não sei viver sem ela. Estimo todos aqueles que antes do 25 de Abril tinham de conviver com o fascismo. Serei sempre um defensor de todos aqueles que abriram a boca quando todos os outros se calaram. E admirarei sempre aqueles que pegaram na caneta e com ela ajudaram a derrubar a Ditadura. Foi aliás o meu clube que jogou de luto em plena Final da Taça de Portugal e perdeu com o clube que era protegido pelo Fascismo. Sim, esse mesmo, o Benfica.
No entanto, pergunto-me hoje se os pseudojornalistas que escrevem diariamente nos pasquins que infestam as bancadas de jornais sabem o que é viver em Liberdade. Pergunto-me se saberão eles o que é escrever em Liberdade. E questiono-me sobretudo se sabem respeitar a Liberdade dos outros. Para todas estas perguntas, deparo-me sempre com a resposta NÃO!
Esses escrivãos minam a sociedade não com notícias, mas sim com boatos. Do que ouviram ou do que alguem ouviu dizer. A investigação não faz parte do seu vocabulário. E a verdade está longe de estar escrita no seu dicionário. Limitam-se a escrevinhar baboseiras para encher linhas de jornal. Independentemente da veracidade que nelas se possa encontrar. Independentemente das consequências que a outros possa causar. Só isso pode justificar a impunidade com que escrevinham, sem assinar as baboseiras que escrevem. E só pode isto acontecer em pasquins que se alimentam e sobrevivem de anuncios de putas e travestis, uma vez que a sua qualidade jornalística está perto de ser comparada ao Arlequim...
A Liberdade de Expressão confunde-se rapidamente com a liberdade que uns têm em prejudicar a vida de outros. Faz lembrar a altura da Inquisição, em que uma denúncia anónima bastava para que se levassem filósofos e outros pensadores para a fogueira... Qual a qualidade das escolas de jornalismo deste país quando nos deparamos todos os dias na televisão com caras bonitas a debitarem erros a uma velocidade estonteante? E nos jornais? Nos jornais em que nem as caras bonitas conseguem esconder ou fazer esquecer as mentiras que escrevem?
Não seria benéfico para a Liberdade do nosso país que estes pasquins fossem deitados ao lixo? Enfim... às vezes gostaria de exilar alguns escrivãos destes pasquins para a Quinta da Fonte... de forma a experimentarem a Liberdade que alguns gostam de usar sobre outros...

Friday, July 04, 2008

O cacto ainda está vivo...
Os cactos são plantas que crescem em condições que outras plantas não podem suportar e a sua floração dá-se de forma perfeita, onde e quando nenhuma outra planta se atreveria sequer a sobreviver... Ao longo de toda a sua história evolutiva desenvolveram estratégias únicas de sobrevivência a condições extremas, com as quais nós humanos temos muito a aprender!
É por isso que os cactos, na sua minimal simpicidade (se me permitirem a redundância do termo....) nos ensinam também, a “florescer” nos momentos de “desertificação” interior, de forma a ser possível ultrapassar aquilo que é, em aparência, insuperável.
Os cactos são dos poucos seres vivos que se mantêm no deserto... E sobrevivem porque dele extraem o que há de melhor... Tal como nós devemos perceber que nunca nenhuma altura é suficnetemente má que não possa ainda piorar... E que por isso devemos aproveitar o que nela há de forma a podermos sobreviver com a certeza que melhores dias virão...
Trabalham em nós a aceitação, a paciência e a persistência necessária para aguardarmos o nosso próprio “florir”, independentemente do tempo necessário a cada um: quantos e quantos cactos não florescem, finalmente, depois de muitos anos de crescimento e desenvolvimento?
A verdade é que, perante condições totalmente adversas, o cacto se mantem vivo... O amor também.

Sunday, May 18, 2008

APRENDI…

Aprendi que não posso lutar pelo amor de alguém… Posso apenas esforçar-me por dar-lhe razões para me amar…
Aprendi que por mais importantes que sejam certos aspectos da vida para mim, existirão sempre milhões de pessoas para quem esses aspectos não interessam rigorosamente nada…
Aprendi que o castelo que demorei anos a construir, alguém o pode destruir em apenas alguns minutos… E que o importante é arranjar forças para voltar a reconstruí-lo…
Aprendi também que muito vai demorar a tornar-me na pessoa que quero ser… Provavelmente isso vai até nunca acontecer… Mas que disso eu nunca irei desistir…
Aprendi já que magoar é o que de mais fácil há de fazer… e também que perdoar é muitas vezes o mais difícil de conseguir…
Aprendi também que o amor de uma mulher pode durar muito tempo… Mas é o amor dos pais e dos amigos que vai durar toda a vida!
Aprendi que não se pode dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis… Já sou adulto e detesto que digam isso dos meus…
E sobretudo, aprendi que as mais doces palavras de amor perdem todo o seu sentido quando usadas sem critério.
Aprendi ao fim e ao cabo o quanto é difícil traçarmos o nosso caminho pela vida… Por mais que não queiramos, acabamos sempre por ir parar à berma… e às vezes temos mesmo de iniciar um novo e longo caminho…

Thursday, April 17, 2008

A outra paixão...
Numa altura em que paixão rima com desilusão... Tenho que vos confessar que entrei em delírio com a vitória da Briosa em pleno estádio da Luz. Não pela vitória em si, nem pelos três pontitos que garantiu... nem tão pouco por ter sido conseguida perante o Benfica... mas sim pela forma expressiva como esta foi garantida e por tudo o que significou. Uma semana antes o Benfica empatara no estádio do Bessa e durante toda a semana ouvimos os lampiões queixarem-se do árbitro. A começar pelo seu presidente, pato-bravo vazio de senso e conhecimento, mas pleno de arrogância e ignorância. Depois vieram os três secos que levaram da Briosa... e o presidente ficou afásico. Honra seja feita a esta Briosa, que cala os ignorantes e eleva os preserverantes!... foi uma semana muito mais calma, sem sermos obrigados a ouvir as "chechezises" do pato bravo...
No entanto, os media apressaram-se a clarificar a coisa... não tinha sido a Académica que havia ganho, mas sim o Benfica que tinha perdido... Desta forma percebo porque razão estes tótós foram para jornalismo e não para matemática... é uma questão de lógica!
Lógica que confirma o célebre ditado... Sorte ao jogo, azar ao amor... e para a Académica ter dado 3 ao Benfica... é fácil de imaginar a sorte que eu tenho tido... Mas felizmente que há paixões que não desiludem... Nunca nos abandonam... Fosses tu no amor o que a Briosa representa para mim no futebol e eu seria o tipo mais feliz deste Mundo!
A verdade é que a Académica deu três... e podia ter dado cinco ou seis... sem ajuda de ninguém a não ser do seu próprio querer... de técnicos, jogadores e ferverosos adeptos (esses grandes malucos, que não se importam com a chuva que levam nem as desilusões que apanham...)...
E não se esqueçam caros lampiões... quando se fala de mística em Portugal, existe apenas um Grande... Um clube que jamais caminhará sozinho... Porque se este clube jogasse no céu... Morreríamos para te ver! BRIOSA!

Tuesday, April 08, 2008

Considerações Bovinas... Ou da nova crise das Vacas Loucas...
O senso comum diz-nos que são geralmente os homens que não conseguem ser fiéis a uma relação. Estamos habituados a imaginar a pobre mulher na lida da casa e o grande homem nos copos com os amigos a sair do bar agarrado todas as noites a uma gaja diferente. É ou não é? Eu próprio, durante muito tempo acreditei nisso. Mas a verdade é que os tempos mudaram, meus amigos... e a única coisa que se mantem é a incompetência masculina na lida da casa.
Bem sinónimo disto é aquele grande ditado chinês que diz: "Para haver um boi, tem sempre de haver uma vaca...". Quando se pensa que o mal geral é dos homens, devemos sempre ter em mente este ditado, que acaba por ser válido tanto para o boi que encorna como para aquele que é encornado...
Aliás, eu não me esqueço nunca dum episódio que vivi numa esquadra de polícia, numa altura em que estava à espera de um amigo meu que tinha sido apanhado com álcool no sangue (ou sangue no álcool) enquanto conduzia à saída das Docas. Estava então eu à espera, no corredor, numa azáfama de polícias, bêbados e prostitutas, quando vejo um tipo que estava a prestar depoimento a um bófia depois de tentar assassinar a sua mulher. E o polícia perguntava-lhe: "Porque é que você fez isso?" Ao que ele respondeu: "Porque a vaca estava a trair-me com outro gajo!". Então o polícia contrapõe: "Mas porquê tentar matar a sua mulher e não o sujeito com quem ela estava?". É aí que eu me parto a rir quando ouço o tipo responder: "Bem senhor agente... isso é simples... É melhor eu matar uma única gaja do que ter que matar todas as semanas um tipo diferente!!!"

Friday, April 04, 2008

O Cacto Morreu
Os cactos são plantas suculentas, perenes e espinhosas... Características que se confundem com as do Amor... Estas plantas podem passar sem água durante muito tempo mas, como tudo, necessitam de água para sobreviver... O que é giro, é que podem passar muito muito tempo sem que alguém lhes dê água... mas quando esta lhes é dada, florescem flores das mais belas que existem na flora do nosso planeta... Seria bom que, no Amor, as coisas funcionassem assim... Sabemos que nem sempre a água chega... Mas seria bom que, tal como os cactos, soubéssemos esperar pela chuva vindoura, para oferecer ao nosso amor a mais bela planta que podemos oferecer... em vez disso, o que muitos fazem, é procurar águas estagnadas, que ao contrário das belas plantas acabam por fazer apodrecer o triste cacto... Outra alternativa é roubar a água de cactos vizinhos... Mas arriscamo-nos a que um dia tambem nos roubem a nossa...
No entanto, apesar de precisarem de água para sobreviver, os cactos têm uma inestimável vantagem em relação às pessoas... Não precisam de outro cacto para serem felizes. Os cactos foram brindados na génese do mundo com um androceu e um gineceu... Não precisam por isso que chova para se reproduzirem... Questiono-me se não serão eles assim tão mais felizes do que nós... A verdade é que, mesmo que não nos cansemos de regar os cactos, eles por vezes apodrecem e morrem... Assim como o Amor...

Saturday, March 29, 2008

A razão para a tua demora....

Ha um destino que não se cumpre, por isso esta historia
Talvez morra como uma recordação, esquecida em tua memoria
Será um caminho que não tem volta... A sorte que tocou à estrela que há-de guiar-te...
Haverá sempre um final para a batalha e uma razão para a tua demora...
E haverá sempre uma sombra para cada luz, corras para onde corras
Talvez o destino seja uma mentira
Talvez o único que queira da vida, é partilhá-la contigo...
A rota segue mais para além, de onde chega a luz do sol
Secando o olho daquela teimosa lágrima, te perderás de vista...
Como um relâmpago na fria noite, cruzarás os abismos
Esses que guardam na sua sombra, o que nos oculta de nós mesmos
Há algo estranho do outro lado que te quer... e te dá a mão, para chegar... até ti....
Algo profundo que poderá deter a chuva em mim
Houve um destino que não se cumpriu, por isso esta historia
E já morreu como uma recordação, esquecida em tua memória
Talvez fosse um caminho que não tievesse volta
A sorte que tocou à estrela que há-de guiar-te...
Haverá sempre um fim para a batalha e uma razão para a tua demora...
E haverá sempre uma sombra para cada luz, corras para onde corras
Talvez o destino seja uma mentira
Talvez o único que queira da vida, é vivê-la contigo...